Covert Operations

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March 2012

11 posts

Eu gostaria de ver todos contemplados aqui. Mas, ai seria pedir muito né meu caro? rrs

:: Engano seu, gentleman!
Eu escreverei sobre os três,
mas os mais votados primeiro.

Mar 30, 2012
PEQUENA PAUSA PARA NOSSOS COMERCIAIS...

:: Olá, ladies and gentlemen.
Entre trabalho e curso, ando com preguiça de escrever.
Mas as infos continuam a chegar sem parar.

Que tal uma enquete? Vocês:

a) Querem saber sobre novas evidências de conhecimento
prévio de gente dentro da CIA sobre o 11 de Setembro?

b) Querem ouvir sobre as supostas ligações do Terrorista de
Tolouse com o Serviço Secreto Francês e suas passagens pelo mundo?

c) Ou se interessam em saber que país tido como da paz/hipster
esá vendendo armas para a Arábia Saudita todo este tempo?

Se a enquete for um sucesso, eu escreverei na sequência dos mais votados.

Mar 29, 2012
UMA ORGANIZAÇÃO TERRORISTA, ÀS QUARTAS.

:: Nos últimos meses ouvimos falar de diversos atentados a bomba praticados por iranianos contra israelenses, sauditas e agentes estrangeiros diversos. O que não ficou muito claro ainda é do lado de quem estes terroristas persas estão. Sim, pois assim como existem os terroristas dos outros, nós também temos os nossos. No caso do Irã, não poderia ser diferente. Para assuntos que envolvam os Aiatolás, nós possuímos o sāzmān-e mojāhedin-e khalq-e irān, também conhecido nas rodas de samba de Teerã como People’s Mujahedin of Iran, ou MeK.

Acredite, são cavalheiros muito agradáveis que vivem nas fronteiras persas mas especialmente em território iraquiano e passam suas vidas lutando contra o regime do Irã esperando um dia derrubá-lo e instalar… well, alguma outra ditadura teocrática que não faria a menor diferença no grande esquema das coisas.

O que separa estes rapazes do joio paramilitar é o apoio que recebe de outros países em sua guerra. Por exemplo, apesar de todos os relatórios sobre irregularidades em seus campos de treinamento e ter sido financiado por Saddam Hussein,  o MeK goza de abrigo e conforto do governo iraquiano e dos Estados Unidos há anos.

Apesar de haver quem suspeite de que o suposto atentado a um diplomata saudita em território americano foi cometido, na verdade, por agentes do MeK e que os 4 (quatro) recentes atentados a cidadãos de Israel que incrivelmente “deram errado” também possa ter sido orquestrado pelos mesmos como uma false flag para forçar a mão de Netanyahu e Obama a uma guerra, não existem evidências concludentes neste sentido.

Ainda assim, o MeK continua listado pelos EUA como uma Organização Terrorista. Quero dizer, por enquanto, já que ações para retirar o grupo da lista negra já estejam em movimento há tempos pelo próprio congresso americano não importando o passado hostil entre eles. Até mesmo (Sir) Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York à época do 11 de Setembro apoia esta organização. Vá entender.

Esquece, retiro o que eu disse, agora já entendemos.
Lista de de Terroristas; mate para entrar, pague para sair.

Mar 21, 2012
#ÀS QUARTAS
ENTÃO, FOI SÓ FAZER A PIPOCA E LIGAR A TV.

“As ordens surpreenderam até mesmo o oficial cubano de inteligência.
‘O líder quer
que parem o trabalho sobre a CIA, TODO ELE.’ - disse o
chefe. Ao invés disso, o novo alvo é
o Texas, ‘qualquer coisa sobre o Texas’.

Três horas depois, no dia 22 de Novembro 63, o oficial de inteligência
tinha algo a reportar que
era bem mais do que um mero detalhe:
O assassinato de JFK. “Castro sabia” - diria o agente de inteligência
anos depois para a CIA
após desertar para os EUA - “Eles sabiam que
John F. Kennedy seria assassinado.”

- Brian Latell, Analista da CIA, em seu livro.

Mar 21, 2012
NA VIDA REAL SE CHAMAM SR. E SRA. WILSON.

:: Você ainda não sabe quem é Valerie Plame Wilson. Mas nos EUA, qualquer cidadão um pouco mais interessado em relações internacionais já a conhece desde 2003. Valerie é conhecida por ser uma esposa dedicada, uma mãe amorosa e - agora - sua antiga vida profissional é de conhecimento público.

Valerie Plame costumava ser uma espiã da CIA até ser traída pelo próprio governo.



Valerie era uma NOC (Non-Official Cover), o verdadeiro tipo de espião que age infiltrado para sempre e sem apoio que, caso seja capturado, os EUA não tem nenhuma obrigação de reclamar como seu agente e pode deixá-lo para apodrecer na cadeia ou ser executado sem ressentimentos de ambas as partes. Mas trairagem não fazia parte do contrato. Tudo porque Valerie cometeu um pequeno engano - se apaixonou e casou com um ex-diplomata e político honesto, Joseph Wilson. Um cara que teve a pachorra de escrever um op-ed para o The New York Times alegando que segundo suas investigações o Iraque não tinha a capacidade de longe de fabricar ou comprar armas de destruição em massa - argumento que levou à Guerra do Iraque.

Segundo Wilson, o governo estava manipulando e exagerando as informações para forçar a invasão (oh, noes!).

Desnecessário dizer que Republicanos se enfureceram com Joseph Wilson e tentaram derrubá-lo. Não achando um bom caminho, foram atrás da mulher dele vazando para jornalistas sua verdadeira identidade, seus contatos e missões pondo em risco toda a rede de espionagem que dependia dela. De repente, Valerie Plame era a espiã mais famosa dos EUA sendo que nem mesmo sua família desconfiava. Mesmo protegida pelo Intelligence Identities Protection Act, a CIA queimou sua operativa e quase destruiu sua família sem pensar duas vezes. A ordem, claro, veio de cima, de Dick Cheney (‘memba him? Ex-vice-presidente, acusado de suborno na Nigéria?).

Óbvio, sem emprego e sem carreira Valerie fez a única coisa que podia para garantir seu futuro - vendeu a história para Hollywood. Estrelado por Naomi Watts e Sean Pean (que faz Joseph) já esteou no Brasil.

Se me perguntar, é o que Julian Assange do Wikileaks deveria estar fazendo NESTE momento.

Mar 20, 2012
É UM REINO ONDE QUEM MANDA É O PRÍNCIPE.

:: Mesmo distante, é muito fácil saber quem os EUA consideram inimigos de ocasião apenas ligando a TV a Cabo. Eles estão lá na HBO, no Telecine, na FOX ou na Warner. A indústria cinematográfica usa seu lobby e poder de broadcast para dizer ao público - “esses são nossos problemas”. Se nos anos 80 os adversários eram sempre terroristas líbios, nos anos 90 eram traficantes de drogas e na década passada a bola da vez foram os árabes e os persas, uma ameaça à paz no mundo vem sendo tratada de modo especialmente venenoso mas, curiosamente, com muito pouco impacto na cultura popular - Exércitos de Aluguel. Comece a prestar atenção em filmes/séries como “State of Play”, “A-Team” ou “24”, “The Unit”, “Jericho” e demais do gênero.

E, pelo menos dessa vez, há um bom motivo para isso - assim como contratos de espionagem privada já representam dois terços do orçamento de inteligência americana, no âmbito militar negócios milionários e poder sem igual vem sendo dado a corporações paramilitares que, sendo empresas, seu único objetivo é o lucro e não necessariamente o fim de um conflito. O exemplo mais famoso é a (ex-) BlackWater Worldwide.

Fundada por Erik Prince, de família rica mas treinado como Navy SEAL, a Blackwater (agora Academi, e sem a liderança de Prince) faz parte da força de manutenção de guerra em praticamente qualquer conflito em que os EUA estejam metidos arrecadando, desde 2001, 600 milhões de dólares em contratos com a CIA, 488 milhões em contratos com Departamento de Estado e estavam na força-tarefa do furacão Katrina custando em torno de 240.000 dólares por dia aos cofres públicos. Por poder de fogo a Black… Academi é considerada a empresa de mercenários mais poderosa do mundo.

Até aí, nada de mais. Não fosse o fato da Academi (como todas as outras) ter a mentalidade das empresas automobilísticas da década de 80 - muito trabalho e pouco investimento na qualidade. Em outras palavras - seu exército é formado pelo refugo do refugo militar americano. Tudo aquilo que a Marinha cuspiu de suas fileiras ou que serviu o exército apenas para conseguir dar baixa e entrar numa dessas firmas. O resultado foi assassinato, massacres, ações ilegais sem direito a perseguição legal dos envolvidos e o ódio anti-americano gerado pelas incursões no Iraque, Afeganistão, Paquistão e na Somália.

Em alguns países em conflito a Academi já foi proibida de botar os pés pelo caráter duvidoso de toda a corporação e a empresa virou um embaraço pro governo estaduniense que apesar de levá-la ao Congresso várias vezes para se explicar, muito pouco pôde fazer e até mesmo Barack Obama está pagando o pato e a língua pois deixou a CIA assinar mais de 100 milhões de dólares em novos acordos com a empresa, que mudou seu nome para Xe Services à época pouco após a saída de Erik Prince (que montou OUTRA empresa para servir aos Sauditas e Emirados para impedir qualquer “Primavera Árabe” em seus territórios).

É como diria Prince, aquele outro, you don’t have to be cool to rule my world.

Mar 19, 2012
CARACA, QUE É ISSO, NOVINHA?! QUE É ISSO?!

:: Anna Chapman, em seus meros 28 anos, alcançou status de celebridade estampando várias capas de jornais sensacionalistas e sucessivas matérias do New York Times não por ser bonita e ruiva ou ter bons contatos em seu Facebook e Linkedin. Suas fotos de turista nas redes sociais atraem mais a atenção porque Anna nasceu Anna Kushchenko e era até pouco tempo atrás uma espiã do serviço secreto russo infiltrada nos EUA.

Uma operação desbaratou de uma vez só uma dezena de espiões russos vivendo disfarçados no seio da América - ou, no jargão da Comunidade, “Sleepers”. Suas missões ainda não foram totalmente esclarecidas e quase todos já foram deportados numa troca de operativos ocorrida em Viena. Mas mídia - sempre ela - não consegue esquecer a agente estrangeira que foi apelidada de “A Espiã que Veio dos Subúrbios”.

Anna Chapman é filha de um antigo oficial da KGB, de classe social mais alta e vivia disfarçadamente como vendedora de imóveis caros em Manhathan. Depois que sua missão foi descoberta sua notoriedade explodiu pelo fato de Chapman se mostrar sempre em fotos sugestivas nas mídias sociais mais famosas. Relatos de festas, passeios e atividades um pouco bandeirosas demais para uma espiã entretanto adequada à sua idade, suponho.

Dois anos depois, após receber ofertas para Playboy, para fazer filmes pornôs e talvez ter sua vida contada nos filmes, Anna tenta esticar ao máximo seus 15 minutos depois de virar sensação na internet fazendo de tudo um pouco - apresentando shows de TV, editora de revistas, fazendo consultoria de investimentos, posando pra Maxim Russa, etc. Nestes tempos onde filmes como Salt parecem irreais mais pelo “absurdo” de agentes escondidos há anos do que pelas balas que não atingem ninguém a trajetória de Anna é até curiosa.

É a Geisy Arruda da espionagem internacional.

Mar 16, 2012
#FSB #ANNA CHAPMAN #HONEYPOT
JÁ QUEM JOGA DOS DOIS LADOS, NUNCA PERDE.

:: Dizem que os Rothschilds forneciam suporte para os dois lados das guerras napoleônicas. E que quando Napoleão Bonaparte parecia estar perdido mandaram notícias para a Inglaterra anunciando que o país iria ser conquistado pelo Imperador Francês fazendo com que a economia entrasse em frenesi e eles conseguissem comprar quase toda a Inglaterra a uma ninharia tornando a dinastia a mais rica e famosa de toda a Europa.

Verdade ou não, uma estratégia vencedora nasceu - o jogo duplo.
Se você joga com as peças brancas e pretas, você pode perder pra si mesmo e ainda sair vencedor.

Funcionou para os Rothschilds, para a IBM na segunda guerra (e qualquer outra grande empresa que fornecia equipamento ou munição tanto para os Aliados como para o Eixo) e como em time que está ganhando não se mexe, funciona para a CIA, MI6, Mossad, DGSE, BND, FSB ou qualquer outra agência de inteligência que se preze.

Então não é supresa para ninguém que numa olhada mais profunda no caso do KONY 2012 a gente saiba que a ONG Invisible Children tenha sutis ligações com a Agência de Inteligência sendo uma campanha bancada pela USAID, que é considerada um braço da CIA. Até ai, tudo bem, faz parte deste jogo.

Mas polêmico mesmo é quando você possivelmente joga com peças descartáveis que você acha que ninguém vai lembrar que até dois segundos atrás trabalhavam pra você. Especialmente quando descobre que há uma grande possibilidade de Joseph Kony, o líder da LRA tão falado nos últimos dias, pode estar na folha de pagamento da mesma CIA que hoje quer botar a prêmio sua cabeça. Segundo Richard Cottrel, jornalista e escritor, autor do livro “Gladio: NATO’s Dagger At The Heart of Europe”, uma famosa Operação False Flag que você deveria conhecer, sobre ataques da OTAN em EM ALIADOS para objetivos políticos, Kony pode estar no bolso dos serviços de inteligência ocidentais há séculos para o servicinho de sempre - promover desestabilização.

E como sempre, quando a oportunidade se apresenta (e no caso, a confirmação de jazidas de petróleo no país em 2011 recentemente), quem que era aliado convenientemente é demonizado (não que ele não mereça, claro) e colocado como inimigo público número 1 para justificar mais uma intervenção militar que assegure apropriação dos recursos.

Enfim, o feijão com arroz.
Aliás, não é exatamente a primeira vez que isso acontece, não é mesmo?

Mar 14, 2012
#KONY #CIA #UGANDA
AMIGOS, AMIGOS. OS PETRODÓLARES À PARTE.

:: Todo mundo tem aquele(a) amigo(a) que na sua frente te trata muito bem mas pelas costas só te detona pra todo mundo e quase sempre este tipo de relacionamento termina muito mal. Em Relações Internacionais, é mais ou menos assim. Só que quando seu amigo te detona, em geral, é com drones predators e mísseis hellfire.

Enfim, que os EUA e o Reino Unido eram frenemies legendários do Kadhafi, todo mundo já sabia. Que a Líbia era um dos black sites favoritos dos serviços de inteligência para interrorgar supostos terroristas (e alguns comprovadamente perigosos) também não é exatamente um segredo de estado.

Também não passou despercebido que para adular o Ocidente, a Líbia aceitou abandonar seu Plano Nuclear, com mediação do serviço secreto britânico e o país foi até considerado um modelo de bom comportamento após isso (inclusive com o maior IDH da África antes da invasão). Mesmo assim, a CIA¹ não sentiu remorso em devastar a infraestrutura de Tripoli e botar a Al-Qaeda no poder, onde bandeirolas da organização terrorista já podem ser vistas tremulando em prédios oficiais. Enfim, tudo isso não é novidade até Luiza, que estava no Canadá, já sabia.

Mas como tudo que é ruim pode piorar, documentos lberados mostram evidências de que Nicolas Sarkozy - o primeiro a cair matando na Líbia com seus caças Rafales - não teve nenhum problema em aceitar 50 MILHÕES DE EUROS dos cofres de Muammar Kadhafi para ajudar sua Campanha Eleitoiral em 2007. O Coronel teria sido chamado até de “Líder-Irmão” da França pelo financiamento.

Como se Sarkozy já não tivesse o suficiente pra justificar pra Carla Bruni.

—xx—

¹ Apesar do que possa parecer,
  a CIA é responsável pelos drones,
  não o Exército Americano.

Mar 13, 2012
#LÍBIA #SARKOZY #CIA
#STOPKONY JÁ - SENÃO A COCA-COLA ACABA.

:: Se a campanha da Invisible Children ainda não chegou a você no Facebook, não se preocupe, eu reproduzo abaixo. O vídeo é sobre um líder cristão que você não conhece de uma milícia de que você nunca ouviu falar em um país que você não sabe de que lado fica no mapa. *Voltarei em + ou - meia hora*.

Olá, vocês ainda estão aqui? Ótimo.

Então, o vídeo está tomando conta da internet neste exato momento e gerando rebuliço nas redes sociais, especialmente o twitter e conta a história de como Joseph Kony é líder de um grupo paramilitar que executa, estupra, mata, prende e arrebenta há décadas em Uganda - a Lord’s Resistance Army.

A verdade é que tudo que está no vídeo é acurado. Kony sempre foi completamente maluco e seus métodos são os mesmo de todos os outros líderes de milícias na África, recrutar crianças e estuprar mulheres quando estão entediados. Provavelmente para gerar MAIS crianças bastardas para virarem soldados no futuro. É um grupo extremamente perigoso e realmente precisa ser detido, mas o que o vídeo não conta é - POR QUE os países ocidentais resolveram dar atenção à campanha depois de tanto tempo de genocídio?

Diferentemente do que o autor do vídeo quer que você acredite, os EUA e aliados não estão em Uganda para salvar inocentes - esse é apenas o bônus. Não é nenhuma coincidência uma ação com “advisors” (a.k.a. “Força Especiais”) chegar em Uganda agora, logo após a Líbia e a solidificação do Sudão do Sul.

É efeito colateral da troca de favores entre Obama e o DITADOR de Uganda para se livrar deste inconveniente e continuar a militarização da África para impedir a China - que investe pesado em energia no continente - de entrar na jogada. Uma ação que começou na Líbia, espere outras nos próximos anos.

Salvar crianças e mulheres destas monstruosidades é apenas um efeito colateral para proteger interesses em ÓLEO e MINERAIS que o país possui. E assegurar que Kony não incomode um jovem país recentemente formado (Sudão do Sul) cujos interesses financeiros incluem não só energia como também extração zilionária de vários outros produtos. Como a Goma Arábica¹, por exemplo.

E qual a melhor maneira de engajar uma população a aceitar MAIS UMA intervenção militar num país que não ameaça o Ocidente nem com “Armas de Destruição em Massa”, nem “Al-Qaeda” ou muito longe da possibilidade de produzir Armas Nucleares? Ora, nada melhor do que um vídeo humanitário que faça propaganda de graça da desculpa de estarmos lá. Por mim, acho excelente pegar Joseph Kony.

Mas é sempre bom saber que não é pelo nosso “Sofativismo”.
Esqueci alguma coisa? Ah, sim… Joseph Kony não mora em Uganda mais.
Mas pra quem já ficou 10 anos procurando Bin Laden no país errado…

—xx—

¹ Dois terços da Goma Arábica
  mundial vem de lá. O principal
  componente da Coca-Cola.


Mar 8, 201215 notes
#KONY #UGANDA
NA VERDADE NÃO HÁ NADA DE NOVO NO FRONT

:: Não sei se tem assistido séries de TV ultimamente mas elas declararam guerra de mídia em tempos de guerra. Pra ser mais exato, escolheram um lado. Enquanto algumas como a franquia “NCIS”, “Homeland” e “The Good Wife” estão pendendo para o governo americano (umas mais, outras menos descaradas), há séries que mexem um pouco nos pontos fracos como “Nikita” ou “Person of Interest” que não escondem seu desprezo pelo Departamento de Defesa. E a elas se junta a novata “The Firm”, continuação do filme homônimo onde eles analisam a lei que permite assassinato de americanos tanto em solo estrangeiro como doméstico.

Em termos leigos, o governo pode executar quem ele quiser, onde quiser, do jeito que lhe aprouver e tudo que precisa fazer é acusar o alvo de estar ao lado de Terroristas. Note que a morte de Anwar al-Awlaki não será sentida por ninguém e se me perguntar ele já foi tarde para o inferno, mas Awlaki não participou ou planejou qualquer ataque. Era apenas um líder espiritual do mal.

Tipo o Bispo Macedo. Ok, não TÃO malvado. Mas, enfim…

Já que todo o processo de execução não pode nunca vir a público ou qualquer evidência ser analisada por terceiros é basicamente uma questão de acreditar na palavra do Leon Panetta de que o defunto não era boa pessoa e não alguém que apenas estaria sendo uma ameaça ao “Sistema”. Pelo menos sabemos que Leon Panetta não mente nunca já que é um renomado advogado que já chefiou a CIA, esta virtuosa.

Se me perguntar, é uma coisa boa. Já estava na hora dos governos estrangeiros se assumirem. É tão bom sair do armário e dizer com orgulho “Eu mato porque eu posso, vai encarar?” do que ficar de subterfúrgios e se escondendo por trás de suicidios, acidentes de carro, ataque do coração e demais táticas.

Gary Webb, Terry Yeakey, Kenneth Trentadue, Dr. David Kelly, Danny Casolaro, QUE O DIGAM, né?.

Mar 5, 2012
#DRONES #CIA #DOD #BLACK OPS
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